Publicado em Ferramentas, GNU/LInux, Open Source, Progamação, Tecnologia, Terminal, Ubuntu

Ubuntu Make: Programando no Linux

Sem entrar em discussões estéreis sobre se o Linux é, ou não é, “a melhor” plataforma de desenvolvimento que existe no Universo e as suas redondezas, o que ninguém pode negar é que o Linux é uma ótima plataforma, e é por isso que muitos programadores tem optado por ela na hora de escrever seus códigos. Isso, independentemente deles continuar a usar outros sistemas para jogar, assistir filmes, escutar música e outras tarefas (o que também pode ser feito no Linux).

Por que optar pelo Linux?

A primeira e mais evidente, Linux é Software Livre. Uma das consequências das suas 4 liberdades, é você poder montar uma plataforma completa de desenvolvimento sem gastar um centavo; e sem precisar recorrer a software pirata infestado de vírus, backdoors e todo tipo de ameaças à estabilidade, performance e segurança do seu sistema, e pior ainda, do seu projeto de código. Até o Red Hat Enterprise Linux, que não é barato, agora é disponibilizado de graça para desenvolvedores.

Outro motivo importante, que também se deriva da sua natureza aberta, são as infinitas possibilidades de customização. Você não tem limites para adaptá-lo ao seu fluxo de trabalho; além dos seus conhecimentos para fazê-lo, é claro. Nos sistemas privativos, mais tarde ou mais cedo, você vai achar os limites e as proibições que os fabricantes tem estabelecido. Aí, você é obrigado a se adaptar a eles, e não o contrario.

Quem já conhece o Terminal e a flexibilidade e potência das ferramentas da linha de comandos do Linux (sed, awk, grep, cat, pipes, redirection, etc), dificilmente consiga se acostumar a usar um sistema operacional que não a possua. Quem não conhece, não sabe o que está se perdendo. A Microsoft sabe, por isso ela vai incorporá-las no Windows 10 proximamente.

O Linux traz de fábrica, ou empacotado e pronto para instalar nos repositórios, uma quantidade gigantesca de documentação, softwares, linguagens e bibliotecas para desenvolvimento de tudo que você possa imaginar. Por exemplo, você é programador Python? Legal, ele já vem instalado e configurado, listo para usar apenas você terminou de instalar o Linux no seu computador.

Ubuntu Make

A distribuição Ubuntu Linux, com o seu lema de “Linux para Seres Humanos”, tem feito muito pela popularização dos sistemas Linux entre o público não especializado. Ubuntu também vem ganhando aceitação como plataforma de desenvolvimento, pela facilidade que ele oferece para configurar um completo entorno de desenvolvimento. E nesse sentido, a ferramenta de linha de comandos umake faz muita diferencia.

Os repositórios e o além

Os repositórios, numa distribuição Linux, são como um armazém online de todos os pacotes dessa distribuição. Não precisa ficar fuçando na Internet procurando pelo site da ferramenta, a versão compatível com o seu processador e sistema operacional. Você pode instalar ou atualizar qualquer um deles com apenas um click do mouse ou comando no Terminal.

Esses repositórios, possuem versões dos pacotes que podem não ser as últimas, mas sim as mais estáveis e testadas pela comunidade. Se você quiser instalar um software que não aparece nos repositórios, ou você quer a última versão, a que foi liberada ontem 23h00, você tem duas opções: adicionar uma ppa (que habilita você a instalar e atualizar a partir de um repositório de terceiros) ou instalar o umake.

Com apenas um comando no Terminal, do tipo:

$ sudo umake android

Podemos instalar as últimas versões do Android Studio e Android SDK, por exemplo.

Mesma coisa para instalar as últimas versões de, entre outros: Unity 3D Editor, Netbeans, Eclipse, Arduino IDE, Visual Studio Code, Webstorm, Datagrip, JetBrains, IntelliJ IDEA, NodeJs, Go, Swift, Scala, Rust, Dart, Firefox Developer Edition, etc.

Algumas dessas ferramentas não são livres nem gratuitas; outras sim. Mas, o que eu queria era mostrar como é fácil (contrário ao mito) criar uma potente plataforma de desenvolvimento baseada no Linux.

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