Publicado em Git, GNU/LInux, Open Source, Tecnologia, Terminal

Git: Instalação e Configuração Básica

O Git é um Ctrl-Z (Undo) / Ctrl-Y (Redo) super vitaminado. A parte importante da definição está onde diz “super vitaminado”. É tanta, mais tanta vitamina, que parece até infinito. E como a minha capacidade para lidar com o infinito é… finita…, nessa serie de postagens que hoje inicia, vou ter apenas a coragem de passar o básico.

O Git é Software Livre, e o interessante é que ele foi criado pelo finlandês Linus Torvalds o mesmo cara que já antes tinha criado o núcleo (kernel) do Linux. O senhor precisava de uma ferramenta o suficientemente confiável, poderosa e flexível como para administrar esse projeto gigantesco, no qual milhares de pessoas do mundo todo estavam envolvidas. Linus Torvalds é, sem dúvida, uma pessoa muito talentosa, pragmática e… polêmica.

A primeira coisa que eu tive que compreender, quando comecei a me deparar com o Git em leituras e conversas, é que o Git e o GitHub não eram a mesma coisa. Eu achava que eram. Mas não, o Git é uma ferramenta offline para o controle de versões. Enquanto o GitHub é um serviço online, que faz uso do Git para facilitar o trabalho colaborativo pela Internet entre pessoas que não estão compartilhando uma rede local. Existem também outros serviços como o GitHub (BitBucket, SourceForge, Launchpad, CodePlex); e outros sistemas que nem o Git (CVS, Mercurial, Subversion, Bazaar). A questão é que é possível usar só o Git, só o GitHub, os dois juntos, ou alguma outra combinação entre as opções apontadas acima. Mas, hoje, acredito eu, essa combinação Git/GitHub seja a mais usada pelos programadores a nível mundial

Do que estamos falando?

A ideia -rapidamente para começar a entender o que nós temos entre mãos-, é você poder criar, vamos dizer, pontos de restauração (commits) do processo de escritura do código. Se alguma coisa dar errado, podemos voltar e recomeçar desde qualquer um desses pontos chave. Não só isso, desses commits, podemos derivar um ou mais galhos (branches), criando uma árvore de desenvolvimento que vai representar o histórico desse documento ou código. Essas branches, representando novas funções, classes, correção de bugs ou experimentos arriscados que poderiam não dar certo, mais pra frente, se for o caso, serão fusionadas (merge), de forma segura, no tronco principal do projeto (master). Enquanto isso, o código principal fica imune a todo tipo de desastres e tragédias. Ainda mais, pensando que cada um dos colaboradores tem uma copia exata (clone) de todo o histórico, se alguma coisa dar errado com A (o HD pifou), ainda pode-se recuperar o projeto que está com B. Tudo isso é particularmente útil quando se tem muitas mãos na massa ao mesmo tempo.

Chega de saudade

Até aqui a apresentação, agora vamos instalar e configurar o Git na nossa distro derivada do Debian (Ubuntu, Mint, Elementary, etc.)

Para instalar usamos o comando apt-get:

$ sudo apt-get update
$ sudo apt-get install git git-gui gitk git-doc

Essas duas linhas vão instalar o Git em linha de comandos e as interfaces gráficas padrão (existem outras, se você não gostar delas. Elas não são bonitas, mesmo). Mas aqui vamos tentar familiarizar-nos com o Terminal, então, nada de GUI!

Agora, configuramos o usuário e o email que irão identificar o autor de cada commit:

$ git config --global user.name "Nome Sobrenome"
$ git config --global user.email usuario@servidor.com

Finalmente, para deixar a nossa linha de comandos colorida:

$ git config --global color.ui=true
$ git config --global color.diff=true
$ git config --global color.status=true
$ git config --global color.branch=true
$ git config --global color.interactive=true

Se você quiser olhar quais as configurações atuais, antes ou depois dos passos descritos:

$ git config --list

Essa história continua!

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